"Não é o tédio a doença do aborrecimento de nada ter que fazer, mas a doença maior de se sentir que não vale a pena fazer nada."
- Fernando Pessoa
Acho que não existe nada pior com o que lidar do que o tédio. Eventualmente – ou habitualmente, como seria o meu caso – ele nos ataca e, desesperadamente, queremos fazer alguma coisa para expulsá-lo. O difícil é obtermos êxito nessa tarefa. Quando queremos sair, não temos com quem ou pra onde; procuramos nos entreter com outra coisa, mas nada nos prende a atenção.
Quem nunca passou uma adorável tarde de domingo olhando para a janela do MSN esperando algo diferente acontecer? Surgir uma conversa com um assunto interessante, ou alguém ligar convidando para ir a algum lugar, ou olhar para o céu e ver naves alienígenas invadindo a Terra.
Porém, a maior frustração não é não poder fazer aquilo que você gostaria para sair do tédio; frustrante é você estar entediado e não saber o que fazer para o tédio passar. Estamos sempre na expectativa. À espera de alguma novidade.
Sou só eu ou o mundo está perdendo a graça?
Nada mais parece ser interessante. As novidades não são mais novidades. O dia começa e acaba e tudo parece sempre mais do mesmo. Novos filmes são lançados e, por melhor que o filme seja, ao terminar de assistir você fica com aquela sensação de déjà vu. O mesmo acontece com bandas, livros, jogos. Nada parece ser tão atraente quanto era alguns anos atrás. Citando Renato Russo, o futuro não é mais como era antigamente.
No final, só há o tédio. E a incerteza de se um dia ele passará.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Você olha um relógio...
"Você olha um relógio. Ele funciona, mostra as horas.
Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta. Ele não anda mais. E no
entanto essa é a única maneira de compreender."
- Andrey Tarkovsky
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domingo, 5 de dezembro de 2010
#6
"E eu acho isso meio engraçado,
Acho isso meio triste;
Os sonhos nos quais estou morrendo
São os melhores que já tive."
- trecho da música Mad World, da banda Tears for Fears.
(caso se interessem pela música, procurem pela versão do cantor Gary Jules. É a versão que eu escuto e é parte da trilha sonora do filme Donnie Darko (2001))
Tenho andado muito instável psicologicamente e nada parece conseguir amenizar essa sensação. A insônia voltou e trouxe com ela a depressão; estou paranoico e desmotivado, vivendo às custas de ilusões de um futuro incerto. Porém, lá no fundo, sei que não adianta eu tentar fomentar falsas esperanças com lapsos de felicidade momentânea.
Às vezes eu sinto como se devesse apenas deitar aqui e realmente esquecer o mundo. Estou cansado de tentar me enquadrar num sistema com o qual já não me identifico há anos. Esforçar-me para ser alguém que não sou é cansativo. Sair para se divertir, ter um bom trabalho, constituir família; Digamos que nada que o mundo me ofereça consegue me motivar.
Integrar-me à sociedade é algo impossível. As pessoas são difíceis de lidar. Imprevisíveis quase sempre. Parece que todos os relacionamentos são baseados em mentiras, mesmo que pequenas. Às vezes as pessoas mentem para agradar, às vezes para impressionar. O ser humano tem uma carência infinita de atenção e essa é uma das maneiras que ele tem de conseguir supri-la.
Em função disso, somos todos descartáveis. A sociedade vai usá-lo até que você perca a vontade de viver. Amigos que mudam de interesses, frustrações amorosas, fracasso escolar e profissional. A cada tropeço você terá de se levantar e começar tudo outra vez. Porém, a cada novo começo, a experiência de reconquistar o que já teve perde metade do interesse. Isso acontecerá até chegar a um ponto em que estar no chão ou estar em pé não fará mais diferença.
O que acontece quando esse momento chega?
Você morre. Por dentro.
Acho isso meio triste;
Os sonhos nos quais estou morrendo
São os melhores que já tive."
- trecho da música Mad World, da banda Tears for Fears.
(caso se interessem pela música, procurem pela versão do cantor Gary Jules. É a versão que eu escuto e é parte da trilha sonora do filme Donnie Darko (2001))
Tenho andado muito instável psicologicamente e nada parece conseguir amenizar essa sensação. A insônia voltou e trouxe com ela a depressão; estou paranoico e desmotivado, vivendo às custas de ilusões de um futuro incerto. Porém, lá no fundo, sei que não adianta eu tentar fomentar falsas esperanças com lapsos de felicidade momentânea.
Às vezes eu sinto como se devesse apenas deitar aqui e realmente esquecer o mundo. Estou cansado de tentar me enquadrar num sistema com o qual já não me identifico há anos. Esforçar-me para ser alguém que não sou é cansativo. Sair para se divertir, ter um bom trabalho, constituir família; Digamos que nada que o mundo me ofereça consegue me motivar.
Integrar-me à sociedade é algo impossível. As pessoas são difíceis de lidar. Imprevisíveis quase sempre. Parece que todos os relacionamentos são baseados em mentiras, mesmo que pequenas. Às vezes as pessoas mentem para agradar, às vezes para impressionar. O ser humano tem uma carência infinita de atenção e essa é uma das maneiras que ele tem de conseguir supri-la.
Em função disso, somos todos descartáveis. A sociedade vai usá-lo até que você perca a vontade de viver. Amigos que mudam de interesses, frustrações amorosas, fracasso escolar e profissional. A cada tropeço você terá de se levantar e começar tudo outra vez. Porém, a cada novo começo, a experiência de reconquistar o que já teve perde metade do interesse. Isso acontecerá até chegar a um ponto em que estar no chão ou estar em pé não fará mais diferença.
O que acontece quando esse momento chega?
Você morre. Por dentro.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
#5
O tempo é uma faca de dois gumes; nunca se sabe quando ele poderá te ajudar ou foder com a tua vida. Quem diz "O tempo é o melhor remédio" poderia acrescentar como nota que o uso indevido dessa medicação também causa efeitos colaterais.
Assim como ele pode fazer lembranças ruins irem embora, também é capaz de fazer com que bons sentimentos se vão. Principalmente na ausência da pessoa a qual você os deposita. Mas se o tempo e a ausência são capazes de acabar com o que sente, então os sentimentos não eram tão fortes o quanto pensava, certo?
Sabe, acho que fui fadado a ser sempre esquecido por quem amo. Por isso tenho esse receio de me deixar envolver por alguém. Porque tenho medo. As pessoas têm o costume de dizer que o que sentem é "pra sempre" e esquecer o significado disso. Eu sei exatamente o que significa e quando o digo, acredite, digo tendo consciência de que o que sinto é infindável.
Até um tempo atrás eu acreditava que o amor não existia. De fato, ele existe; mas se perde em meio a tanta falsidade. Portanto, meninos e meninas, não digam "eu te amo" se não tiverem plena certeza do que estão dizendo; da mesma maneira que essas palavras podem confortar alguém hoje, elas podem machucar esse alguém amanhã. Não digam "pra sempre" se não tiverem consciência do que significa; "pra sempre" é muito tempo. Tempo o bastante.
E o tempo é uma faca de dois gumes.
Assim como ele pode fazer lembranças ruins irem embora, também é capaz de fazer com que bons sentimentos se vão. Principalmente na ausência da pessoa a qual você os deposita. Mas se o tempo e a ausência são capazes de acabar com o que sente, então os sentimentos não eram tão fortes o quanto pensava, certo?
Sabe, acho que fui fadado a ser sempre esquecido por quem amo. Por isso tenho esse receio de me deixar envolver por alguém. Porque tenho medo. As pessoas têm o costume de dizer que o que sentem é "pra sempre" e esquecer o significado disso. Eu sei exatamente o que significa e quando o digo, acredite, digo tendo consciência de que o que sinto é infindável.
Até um tempo atrás eu acreditava que o amor não existia. De fato, ele existe; mas se perde em meio a tanta falsidade. Portanto, meninos e meninas, não digam "eu te amo" se não tiverem plena certeza do que estão dizendo; da mesma maneira que essas palavras podem confortar alguém hoje, elas podem machucar esse alguém amanhã. Não digam "pra sempre" se não tiverem consciência do que significa; "pra sempre" é muito tempo. Tempo o bastante.
E o tempo é uma faca de dois gumes.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
#4
O mundo é realmente um poço de mentiras. Por mais que algumas pessoas digam que te amam, por baixo dessa máscara está o comum e instintivo desejo de te ver cair. E é essa falsidade que me faz ter cada vez mais ódio de certos indivíduos.
"Eu te amo e faria tudo para te ver bem."
e então
"Você é um idiota arrogante e quero que sufoque no seu egocentrismo."
Sim, sou egocêntrico, admito. Mas eu o sou simplesmente por isso. Não há maneira de confiar nesse tipo de pessoa que uma hora diz que te ama e na outra te humilha e ri da sua cara. Na verdade, não há maneira de confiar em pessoa alguma. Por isso quando me relaciono eu procuro fazê-lo sempre com pessoas que dividam a mesma perspectiva que eu: pois são pessoas nas quais eu me reflito. E se quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Renato Russo que o diga.
Bem, faz um tempo que não escrevo. Durante esse curto espaço de tempo muitas coisas mudaram nesse grande reservatório de inutilidade o qual eu chamo de vida. E, caso interesse a quem ler, muitas dessas coisas mudaram para melhor graças a uma pessoa.
É incrível como uma só pessoa pode fazer, mesmo que por alguns instantes, todas suas preocupações sumirem. Mesmo que por um momento, fazer com que você se sinta uma pessoa feliz quando na verdade você está se afogando em litros e mais litros de desespero.
Essa mesma pessoa tem o dom de te fazer esquecer que o mundo é esse maldito poço de mentiras e te mostrar que a vida pode ser ao menos algo suportável. Que o sentimento chamado amor existe, por mais que tenha sido banalizado por pessoas de má fé; Pessoas que usam "eu te amo" como se fosse um "bom dia"; Pessoas que o dizem, mas na verdade o que querem mesmo é que você tropece para poderem rir da sua cara no chão.
Sim, essa pessoa me faz esquecer tudo o que me faz mal. Essa pessoa me motiva cada dia a seguir em frente. E se eu pudesse pedir algo nesse momento, seria ela e mais nada;
Assim poderíamos simplesmente deitar aqui e esquecer o resto do mundo.
"Eu te amo e faria tudo para te ver bem."
e então
"Você é um idiota arrogante e quero que sufoque no seu egocentrismo."
Sim, sou egocêntrico, admito. Mas eu o sou simplesmente por isso. Não há maneira de confiar nesse tipo de pessoa que uma hora diz que te ama e na outra te humilha e ri da sua cara. Na verdade, não há maneira de confiar em pessoa alguma. Por isso quando me relaciono eu procuro fazê-lo sempre com pessoas que dividam a mesma perspectiva que eu: pois são pessoas nas quais eu me reflito. E se quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Renato Russo que o diga.
Bem, faz um tempo que não escrevo. Durante esse curto espaço de tempo muitas coisas mudaram nesse grande reservatório de inutilidade o qual eu chamo de vida. E, caso interesse a quem ler, muitas dessas coisas mudaram para melhor graças a uma pessoa.
É incrível como uma só pessoa pode fazer, mesmo que por alguns instantes, todas suas preocupações sumirem. Mesmo que por um momento, fazer com que você se sinta uma pessoa feliz quando na verdade você está se afogando em litros e mais litros de desespero.
Essa mesma pessoa tem o dom de te fazer esquecer que o mundo é esse maldito poço de mentiras e te mostrar que a vida pode ser ao menos algo suportável. Que o sentimento chamado amor existe, por mais que tenha sido banalizado por pessoas de má fé; Pessoas que usam "eu te amo" como se fosse um "bom dia"; Pessoas que o dizem, mas na verdade o que querem mesmo é que você tropece para poderem rir da sua cara no chão.
Sim, essa pessoa me faz esquecer tudo o que me faz mal. Essa pessoa me motiva cada dia a seguir em frente. E se eu pudesse pedir algo nesse momento, seria ela e mais nada;
Assim poderíamos simplesmente deitar aqui e esquecer o resto do mundo.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
#3
Sonhos vívidos demais me emocionam. Me pegam de surpresa, até mesmo porque não sou acostumado a sonhar. Não sei se isso é algum problema, não sei se é algo o qual deveria sentir falta. O fato é que eu raramente sonho, ou se sonho, não lembro o que sonhei.
O pior foi que meus dois últimos sonhos foram na frente de um computador. Conhece alguém que sonha com o que faz na internet? É, talvez eu tenha viciado mesmo nessa merda toda.
Enfim, meus dois últimos sonhos tiveram intervalos menores. O primeiro na sexta, o segundo essa noite. Um intervalo de dois dias. Não sei se devo considerar isso algo bom ou ruim. Afinal, sonhos acrescentam algo na vida de alguém? Não digo o sonho no sentido figurado, aquele objetivo de vida, aquilo o qual almejamos. Eu digo o sonho mesmo, aquela sequência de imagens e sentimentos confusos que temos quando dormimos.
Dane-se, já estou me desviando do assunto. Eu ia contar meu sonho.
Essa noite tive um sonho daqueles que você não consegue distinguir se é o mundo real ou o mundo onírico. Estava eu aqui no meu computador, no MSN, desperdiçando minha vida (haha), quando senti minha vista começar a embaçar. Com o tempo ela foi escurecendo e meu coração foi acelerando. Uma sensação estranha foi crescendo, enchendo o peito, e aquilo era real. Eu podia mesmo sentir que era real.
Eu estava meio que flutuando dentro do meu corpo ou pra fora dele. Eu não conseguia me mexer, e quando tentava, era como se meu corpo estivesse todo dormente. Sabe quando você fica muito tempo com as pernas cruzadas e, ao descruzar, fica aquela sensação estranha de formigamento? Quando eu tentava me movimentar, sentia meu corpo inteiro desse jeito.
Então minha vista clareou um pouco e eu pude me mover sem meu corpo. Era o meu corpo, mas não era ele. Era um espectro dele ou algo do tipo. Ergui minha mão em direção ao monitor e ela atravessou. E eu podia sentir que o outro lado era diferente. Estava atravessando minha realidade através daquilo. Havia outro mundo além, era esse meu pressentimento. Tive a sensação de que eu poderia abandonar minha realidade e ir para aquele outro mundo, algo o qual eu sempre desejei.
Mas na hora eu tive medo. Meu braço já estava totalmente do outro lado e então eu tive medo. Eu olhei para o monitor, minha vista ainda um pouco escura, e pude ver meu amigos conversando, e não queria deixar de fazer parte daquilo. Tive medo de deixar tudo pra trás. De deixar eles para trás. E acordei com esse pensamento.
Não pude acreditar que fiquei com receio de atravessar. Não posso acreditar que me apeguei tanto a esse lado. Espero tanto por mudanças na minha vida e quando elas acontecem, mesmo em sonhos, eu hesito. Não consigo assimilar o fato de que fiquei medo. Mas no final, pude tirar uma lição disso tudo: sou um covarde.
Por mais que eu odeie essa realidade, tenho medo de perder as coisas as quais eu me apeguei nela. Acordei me chamando de covarde. Acordei me chamando de hipócrita. E ri com essa atitude.
Bem, foi um sonho e tanto.
O pior foi que meus dois últimos sonhos foram na frente de um computador. Conhece alguém que sonha com o que faz na internet? É, talvez eu tenha viciado mesmo nessa merda toda.
Enfim, meus dois últimos sonhos tiveram intervalos menores. O primeiro na sexta, o segundo essa noite. Um intervalo de dois dias. Não sei se devo considerar isso algo bom ou ruim. Afinal, sonhos acrescentam algo na vida de alguém? Não digo o sonho no sentido figurado, aquele objetivo de vida, aquilo o qual almejamos. Eu digo o sonho mesmo, aquela sequência de imagens e sentimentos confusos que temos quando dormimos.
Dane-se, já estou me desviando do assunto. Eu ia contar meu sonho.
Essa noite tive um sonho daqueles que você não consegue distinguir se é o mundo real ou o mundo onírico. Estava eu aqui no meu computador, no MSN, desperdiçando minha vida (haha), quando senti minha vista começar a embaçar. Com o tempo ela foi escurecendo e meu coração foi acelerando. Uma sensação estranha foi crescendo, enchendo o peito, e aquilo era real. Eu podia mesmo sentir que era real.
Eu estava meio que flutuando dentro do meu corpo ou pra fora dele. Eu não conseguia me mexer, e quando tentava, era como se meu corpo estivesse todo dormente. Sabe quando você fica muito tempo com as pernas cruzadas e, ao descruzar, fica aquela sensação estranha de formigamento? Quando eu tentava me movimentar, sentia meu corpo inteiro desse jeito.
Então minha vista clareou um pouco e eu pude me mover sem meu corpo. Era o meu corpo, mas não era ele. Era um espectro dele ou algo do tipo. Ergui minha mão em direção ao monitor e ela atravessou. E eu podia sentir que o outro lado era diferente. Estava atravessando minha realidade através daquilo. Havia outro mundo além, era esse meu pressentimento. Tive a sensação de que eu poderia abandonar minha realidade e ir para aquele outro mundo, algo o qual eu sempre desejei.
Mas na hora eu tive medo. Meu braço já estava totalmente do outro lado e então eu tive medo. Eu olhei para o monitor, minha vista ainda um pouco escura, e pude ver meu amigos conversando, e não queria deixar de fazer parte daquilo. Tive medo de deixar tudo pra trás. De deixar eles para trás. E acordei com esse pensamento.
Não pude acreditar que fiquei com receio de atravessar. Não posso acreditar que me apeguei tanto a esse lado. Espero tanto por mudanças na minha vida e quando elas acontecem, mesmo em sonhos, eu hesito. Não consigo assimilar o fato de que fiquei medo. Mas no final, pude tirar uma lição disso tudo: sou um covarde.
Por mais que eu odeie essa realidade, tenho medo de perder as coisas as quais eu me apeguei nela. Acordei me chamando de covarde. Acordei me chamando de hipócrita. E ri com essa atitude.
Bem, foi um sonho e tanto.
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sábado, 28 de novembro de 2009
#2
Não entendo como as coisas funcionam. Não entendo como as pessoas dão tanto valor à vida. É algo tão entediante! Você fica feliz, fica triste, fica feliz, fica triste, fica triste, fica feliz. Tudo se resume a isso. São os pontos altos e baixos pelos quais passamos e os quais não vejo sentido nenhum.
"Vivendo aprendo a amar.
Amando aprendo a sofrer.
Sofrendo aprendo a viver."
Esses versos da música Placenta da banda Reação em Cadeia resume muito bem o que penso da vida. Viver é sofrer, e somos todos masoquistas. Mas não adianta eu dizer isso para as pessoas. Todas olhariam para mim como se eu fosse um aspirante a suicida. E acreditem: já não olham para mim com bons olhos.
Tudo bem, não há propósito em dividir minhas teorias com pessoas que não fazem o mínimo de esforço para se perguntar o porquê vieram ao mundo ou para onde irão. É mais fácil se conformar. Aliás, eu mesmo já me conformei. Vamos todos dar as mãos e viver felizes. Yeah!
Que se foda essa merda toda.
"Vivendo aprendo a amar.
Amando aprendo a sofrer.
Sofrendo aprendo a viver."
Esses versos da música Placenta da banda Reação em Cadeia resume muito bem o que penso da vida. Viver é sofrer, e somos todos masoquistas. Mas não adianta eu dizer isso para as pessoas. Todas olhariam para mim como se eu fosse um aspirante a suicida. E acreditem: já não olham para mim com bons olhos.
Tudo bem, não há propósito em dividir minhas teorias com pessoas que não fazem o mínimo de esforço para se perguntar o porquê vieram ao mundo ou para onde irão. É mais fácil se conformar. Aliás, eu mesmo já me conformei. Vamos todos dar as mãos e viver felizes. Yeah!
Que se foda essa merda toda.
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#1
Estou numa fase ruim. Não me refiro a nada em especial. Me refiro a tudo. Me sinto sozinho, confuso, perdido e completamente sem rumo. Sinto como se houvesse entrado num túnel; posso ver a luz no final, mas não sei se esta me confortaria. Minha visão acostumou-se à escuridão ao ponto de a luz chegar a ferir meus olhos.
Então eis que surge o dilema: se a luz há de me ferir, por qual motivo eu deveria continuar caminhando em sua direção?
Há alguns dias eu perdi meu único motivo de continuar a caminhada até o fim do túnel. Uma perda temporária, eu sei, mas o começo do fim. É chegada a hora de confrontar meus medos e minha principal fonte de coragem não está ao meu lado. Estou sozinho nessa e fiz por merecer.
Só queria que ela estivesse aqui. Só queria que ela pudesse me censurar por não estar fazendo algo direito, que pudesse ralhar comigo por deixar a preguiça tomar conta e, no fim disso tudo, dizer que estará sempre ao meu lado para me apoiar. Porque me amava.
O tempo está passando. A hora está chegando. Espero que tudo volte ao normal. Espero fazer com que meus olhos acostumem-se novamente à luz lá fora.
Então eis que surge o dilema: se a luz há de me ferir, por qual motivo eu deveria continuar caminhando em sua direção?
Há alguns dias eu perdi meu único motivo de continuar a caminhada até o fim do túnel. Uma perda temporária, eu sei, mas o começo do fim. É chegada a hora de confrontar meus medos e minha principal fonte de coragem não está ao meu lado. Estou sozinho nessa e fiz por merecer.
Só queria que ela estivesse aqui. Só queria que ela pudesse me censurar por não estar fazendo algo direito, que pudesse ralhar comigo por deixar a preguiça tomar conta e, no fim disso tudo, dizer que estará sempre ao meu lado para me apoiar. Porque me amava.
O tempo está passando. A hora está chegando. Espero que tudo volte ao normal. Espero fazer com que meus olhos acostumem-se novamente à luz lá fora.
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